quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Tu que foges com o vento

Como um barco à deriva,
Baloiço, baloiço, baloiço,
Para cima, para baixo,
Como o ciclo da vida.

Uma vida inteira nesta melancolia,
Um olhar sem olhos,
Um toque sem pele,
Algo que não existe.

Uma dor talvez,
Ou até mesmo uma luz,
Que me guia,
Neste lugar morbido e triste.

Cantando liberto minha alma,
De um lugar longínquo e escuro.
Encanta uns e desencanta outros.
Morrer, que seja agora!

A vida não para,
Poucos dias tenho,
Deixei a juventude com o vento.
Mas fica, sempre a saudade

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